Existem diversos mecanismos e métodos adequados para se efetuar cada tipo de análise. Esses métodos podem ser adotados com auxílio de uma consultoria contábil-financeira ou em cursos e treinamentos voltados para cada área, existentes no mercado.
A
apuração do resultado do exercício expressa, para cada período, todos os
valores referntes à receita bruta, os impostos indiretos sobre o faturamento,
as devoluções de vendas, os descontos concedidos nas vendas, a receita
l;iquida, o custo dos produtos ou das mercadorias vendidas, o lucro bruto, as
despesas operacionais (administrativas, financeiras e de vendas), as despesas
não-operacinais e o lucro líquido ou prejuízo liquido, que é o resultado final
da empresa. Cada rubrica dessas pode e deve ser objeto de análise, tornando-se
uma série histórica de diversos períodos, para se acompanhar as variações de
valores de cada uma delas, suas causas e conseqüências, por exemplo: por que a
receita vêm caindo sucessivamente?; por que as despesas administrativas
aumentaram significativamente em relação a períodos anteriores?; por que o
lucro foi tão baixo ou tão alto?; por que as despesas de vendas estão
aumentando bastante? etc.
Especificamente em relação ao lucro líquido, a empresa
precisa saber se esse lucro está dentro das metas planejadas anteriormente, se
está remunerando adequadamente o capital próprio que a empresa investiu no
negócio (o patrimônio líquido) em comparação com outros rendimentos que a
empresa poderia ter obtido se aplicasse os recursos em outro tipo de
investimento, se é suficiente para expandir o empreendimento (reinvestir) com o
mesmo ou novos negócios, se o valor desse lucro líquido compensou o uso de
capital de terceiros de alto custo financeiro, ou seja, enfim, uma série de
dados e informações gerenciais que podem ser extraídos desse demonstrativo para
a tomada de decisões e se for o caso a correção de rumos da empresa.
Esses gastos são considerados despesas. As despesas podem ser administrativas, de vendas e financeiras. As despesas não se referem a nenhum produto específico, mas sim à empresa como um todo. Por isso, elas são levadas em conta na apuração do Resultado do Exercício.
Esses
custos são, por exemplo, seguro das máquinas e do prédio da fábrica, o imposto
predial da fábrica, a mão-de-obra do gerente de produção, aluguel do prédio da
fábrica, etc. Esses custos são indiretos porque não estão diretamente
incorporados ao produto em sí como está a matéria-prima, por exemplo.
Somente são considerados custos de produção os gastos diretos
e indiretos relacionados com a`fabricação de um produto.
Outros gastos como salário da secretária do gerente, ou
referentes ao conserto de um computador do escritório, ou do combustível do
veículo da empresa não são custos de produção, mas sim despesas
administrativas. Logo não entram no registro de estoque.
Há pontos comuns, mas na empresa industrial o controle de estoque é mais complexo. Isso porque, enquanto a empresa comercial apenas compra e revende a mercadoria, a empresa industrial tem de adquirir matérias-primas, materiais secundários, insumos diversos e material de embalagem, e processar esses bens até formar um produto acabado e pronto para venda. O processamento desses materiais, conforme o tipo da indústria, exige outros custos imprescindíveis como mão de obra direta, encargos sociais, energia elétrica, àgua, combustíveis etc. Todos esses materiais e custos são chamados de custos industriais ou custo de produção.
O controle de estoques da empresa serve para registrar a quantidade e o preço de custo de cada mercadoria comprada e a quantidade e o preço de custo de cada mercadoria vendida. Um eficiente e prático controle de estoque, se constitui num poderoso instrumento de decisão gerencial, pois permite à empresa identificar por qual preço de venda cada mercadoria pode ser comercializada, e qual mercadoria pode ter o preço reduzido, qual mercadoria está causando prejuízo e portanto deve deixar de ser comercializada, e qual mercadoria pode ter uma comercialização implantada por geral maior resultado econômico, bem como outras informações úteis.
O ideal é que o acompanhamento das vendas seja diário, para que o gestor possa, a cada dia, conciliar o movimento de vendas a prazo, venda a vista, entrada de caixa e saída de estoque, tendo condições assim, de, no mesmo dia, identificar a origem de eventuais divergências e regularizá-las em tempo hábil. O acompanhamento das vendas, seja diário, semanal, mensal,etc., permite oa gestor verificar as oscilações no faturamento e diagnósticar com mais rapidez as suas causas, por exemplo: queda nas vendas (causas prováveis: oferta de produtos ou servi;cos de melhor qualidade pelos concorrentes; mau atendimento; preço elevado, diminuição do poder aquisitivo dos clientes; novos produtos no mercado, proibição legal de venda etc); aumento de vendas (causas prováveis: bom atendimento, produtos e serviços de boa qualidade, preços compensadores, elevação do poder de compra dos clientes, etc).
Dependendo
das características de cada empresa e conforme suas necessidades e a relação
custo/benefício, a empresa pode instituir, a seu critério, os controles
complementares que deseja, inclusive no sentido de auxiliar o serviço de
contabilidade.
O conjunto desses instrumentos complementares é chamado
comumente de contabilidade gerencial, ou seja, destina-se exclusivamente ao uso
interno dos gestores, diferentimente da contabilidade geral que se destina não
só ao uso interno, mas tabém ao mercado como um todo.
Porque a contabilidade é o controle que a empresa possui sobre sua vida econômica, financeira e patrimonial, de grade importância para a gestão dos negócios. Além disso, a contabilidade organizada é indispensável para a empresa realizar negócios por exemplo com os Governos (contratos, licitações, etc.), com os fornecedores, com os bancos (cadastrro bancário e financiamentos), etc.
A empresa deve, inicialmente, com a assessoria de um escritório de contabilidade, organizar e manter seu sistema contábil, com o objetivo de controlar e registrar as variações econômicas, financeiras e patrimoniais do empreendimento, obtendo a partir desses registros, todas as informações gerenciais úteis para a análise e a tomada de decisões. A contabilidade permite a padronização de procedimento e de parâmetros econômico-financeiros, facilitando uma melhor e mais correta avaliação da situação e do desempenho da empresa. Além disso, somente por intermédio da contabilidade a empresa pode se mostrar oficialmente para os agentes com os quais se relaciona, ou seja, o Estado/Governo (que cobra impostos e emite leis e regulamentos), os credores (que concedem empréstimos e financiamentos e analisam riscos), os clientes (que compram os produtos ou usam os servi;cos da empresa, exigindo qualidade e preços adequados), os concerrentes (que acompanham as estratégias e pol;iticas para se tornarem mais eficientes), os fornecedores (que vendem seus produtos e querem certeza de pagamento), os sócios ou acionistas (que investem recursos e querem remuneração compensatória), os administradores (que dirigem o negócio), os parceiros, em fim o mercado de uma maneira geral. Essa comunicação com o mercado se torna mais clara nos casos em que a empresa é obrigada, por lei, publicar seus balanços periódicos, tornando-se do conhecimento de toda a sociedade.
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